04/04/2009 21:30
Índole
Poesia é diamantina. O belo, brusco, sem aviso, quase ofusca. Na curva de cada lágrima, a sombra de uma outra curva. Não estou aqui para contar carneiros. Despachei a companhia dos que se mostraram insistentemente cegos aos próprios deslizes. No meu espaço desafinam. Busco os de algum modo elaborados, mais adiantados na faxina. Não se acerta sempre, esse é um assunto que exige coragem, baby. Conversando de costas ou chutando túmulos não se vai além. Espalharam pétalas de vidro pelos becos obscuros da sua vida? Ora, depure-se sem pular fora. Depois de tanto filme C., teço na garganta muito mais que gritos. Ciscos do sublime me resgatam, letras sempre frescas, aos litros. Digo ainda em meio às pragas que me trincam. Mas não tragam.
Ledusha S.<
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T. Eakins
enviada por Ledusha
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