31/12/2007 11:06
resposta
"QUEM NÃO É UM ACASO NA VIDA?"
Clarice Lispector, em A hora da estrela
Jean-Louis Barrault, dans Les enfants du paradis
enviada por Ledusha
24/12/2007 10:10
assim é
O POETA
Já te despedes de mim, Hora.
Teu golpe de asa é o meu açoite.
Só: da boca o que faço agora?
Que faço do dia, da noite?
Sem paz, sem amor, sem teto,
caminho pela vida afora.
Tudo aquilo em q...
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20/12/2007 21:00
a vida em ondas
Winslow Homer
enviada por Ledusha
19/12/2007 10:49
tanta coisa
O carrinho de mão vermelho
tanta coisa depende
de um
carrinho de mão
vermelho
esmaltado de água de
chuva
ao lado das galinhas
brancas
William Carlos Williams
tradução José Paulo Paes
Winslow Homer
enviada por Ledusha
17/12/2007 23:10
pois é
3 de maio
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
Oswald de Andrade
Maurice de Vlaminck
enviada por Ledusha
17/12/2007 17:09
o aprendiz de ternuras
"Todas as vezes que Tom abriu o piano, o mundo melhorou. Mesmo que por poucos minutos, tornou-se um mundo mais harmônico, melódico e poético. Todas as desgraças individuais ou coletivas pareciam menores...
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17/12/2007 13:36
sinceridade
"(...) Eu nunca pretendi assumir uma atitude de intelectual. Eu nunca pretendi assumir atitude nenhuma. Levo uma vida muito corriqueira. Crio meus filhos. Cuido da casa. Gosto de ver amigos. O resto ...
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16/12/2007 18:50
delicadeza
Whishlist. Quando a boa chuva cair na terra, quando a feliz água
lavar todas as cidades, quando tudo for delicadeza, quando você
lembrar de mim e quando eu lembrar de você e quando voce sorrir
por causa...
continue lendo
16/12/2007 14:29
quem me diz o que diz esse olhar?
enviada por Ledusha
15/12/2007 12:50
Beatriz aceita jantar
Desceu do carro ajeitando a gravata, atente: be cool. Os cabelos molhados para trás, my god. Assim, sem exclamação, my god. E-vo-quei, praticamente, essa chuva! Seu olhar sempre bóia...
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14/12/2007 12:57
fazer o quê
Vendo que havia na terra
despendimentos demais
e tarefas muitas -
Os homens começaram a roer as unhas.
Manoel de Barros
P. P. Rubens, The Council of Gods
enviada por Ledusha
14/12/2007 12:22
Kaváfis - Caju
Vozes queridas, vozes ideais
daqueles que morreram ou daqueles que estão
perdidos para nós, como se mortos.
Eles nos falam em sonho, algumas vezes;
outras vezes, em pensamento as escutamos.
E, quando soam,...
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13/12/2007 18:16
elas
Rombos
La femme n'existe pas.
(J. Lacan)
Marta é tão delicada que escolheu deixar saudades. Lia comprou palmeiras e depois cadê varanda? Virgínia engoliu parafusos, sentindo a falta dos seus. Lídia aboliu...
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12/12/2007 12:55
Audrey: chique até à alma
NÃO COMPRE ANIMAIS. ADOTE.

Norman Parkinson, Audrey Hepburn
enviada por Ledusha
11/12/2007 23:50
júbilo
Lusco-fusco
Estar e não estar
Ver através
(da escuridão, da questão, das paredes,
da pele, das palavras, do cotidiano, da ...
continue lendo
11/12/2007 23:38
"Como é que ousaram dizer que eu mais vegeto que vivo? Só porque levo uma vida um pouco retirada das luzes do palco. Logo eu, que vivo a vida no seu elemento puro. Tão em contato estou com o ...
continue lendo
11/12/2007 23:21
para Marina W: thanks pelo Tom!
Steve McQueen & Natalie Wood
enviada por Ledusha
10/12/2007 22:57
nécessaire
estética
pensando cá com meu robe sem botões o que eu queria
era fazer um livro cheio de gravuras
um poema prenhe de mentiras
um verso plástico como um ovo
Ledusha S.

Irving Penn
enviada por Ledusha
10/12/2007 20:48
pronto pra outra
gravei seu olhar seu andar
sua voz seu sorriso.
você foi embora
e eu vou à papelaria
comprar uma borracha.
Chacal
Norman Parkinson
enviada por Ledusha
08/12/2007 11:27
noturno
Congela-se o instante
na penúltima nota
e a voz arranhadinha da diva negra
arrepia até os tapetes
Aos poucos se estufa
o veludo marinho do céu
esburacado de estrelas
A noite cresceu
como uma carícia
Ledusha S....
continue lendo
07/12/2007 20:19
Maioridade
Foi preciso boiar no dilúvio para atear fogo às vestes. Foi preciso certa flacidez nos músculos para mandar qualquer sinal de tirania às favas. Foi preciso tomar meu rumo calculando a distância...
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