12/09/2009 20:54
Vi o Pedro Cardoso falando, em passant, na tv. Se eu fosse um ator queria ser como ele. A-mo.
enviada por Ledusha



10/09/2009 19:58
Já cheguei a dizer que daria um olho, para ter um ritmo normal de escrita, uma produção mais ou menos constante sem grandes dramas. Hoje não dou nem vendo um cílio com rímel seco, sequer. Mas também não vá pensando que é moleza.
enviada por Ledusha



06/09/2009 22:21
Mais lindo só o mar: "Ânsia de perplexidade". Dizem que é da Clarice, outros que é de ñ me lembro quem. O bacana é que me é familiar. A ânsia de perplexidade me persegue, e eu tb a persigo, perplexa. Ou: "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar." (Clarice Lispector) Morou?
Um 7 de setembro silencioso em Sampa. Delícia, percebe-se amenizada a perturbação permanente. Apenas vez por outra ouve-se o barulho dos ônibus e carros daqui do alto dos apartamentos. Mamãe nasceu nesta data, em 1913, e costumava dizer que o fato de ter nascido no dia da independência "não passava de ironia da história". Sempre manteve o humor, apesar do sufoco q foi a sua vida. Manteve intacta, à sua maneira, a noção da luz que havia no fato de escrever com o pseudônimo Penélope em jornais desde os 15/16, e dar aulas e alfabetizar - essa sua gde paixão - desde os 16/17. E estamos falando dos anos 20.
enviada por Ledusha



06/09/2009 02:06
What Are You Doing The Rest Of Your Life?

What are you doing the rest of your life?
North and South and East and West of your life
I have only one request of your life
That you spend it all with me

I want to see your face in every kind of light
In fields of dawn and forests of the night
And when you stand before the candles on a cake
Oh, let me be the one to hear the silent wish you make

All the seasons and the times of your days
All the nickels and the dimes of your days
Let the reasons and the rhymes of your days
All begin and end with me

I want to see your face in every kind of light
In the fields of dawn and the forests of the night
And when you stand before the candles on a cake
Oh, let me be the one to hear the silent wish you make

Those tomorrows waiting deep in your eyes
In the world of love that you keep in your eyes
I'll awaken what's asleep in your eyes
It may take a kiss or two

Through all of my life
Summer, Winter, Spring, and Fall of my life
All I ever will recall of my life
Is all of my life with you

Michel Legrand / Alan Bergman and Marilyn Bergman.

Que big chansong. Me arrancou lágrimas inúmeras vezes e ainda arranca. Parece Tom Jobim. Tinha os vinis de Michel Légrand - herdei do meu exmarido argentino sensível, louco por música e cinema... mas feroz como um tango (alô Pratinha, beijos!). Vendi pro meu Dubas, anos depois. Com a grana paguei uma conta de luz vencida. A vida é zero, em matemática. E em delicadeza tb. Quase 100% da obra de Michel Légrand para acender as luzes de casa. O precário não me atiça as antenas, respiro ventos contrários.
enviada por Ledusha



08/08/2009 20:03
Água

and yes I said yes I will Yes
James Joyce, in Ulisses


Estou aqui, como antes já estive quase.
Estou aqui, ainda que não-estar por vezes tenha sido minha especialidade.
Na alma a agudeza como pede o sangue e não como manda o figurino.
Estou cansada de atravessar paredes, ofício que me inclina
à dor insolúvel de parecer não ser igual a nada; da minha imagem pintada em tons espúrios pelos desprovidos de suavidade
e talento para justificar seu espaço no planeta.
Desde sempre aturo a leitura rasteira do que paira e respira
visível ou invisível no meu estar aqui.
É o preço do líquido existir.
Engendro no silêncio minha vera história, escrita estritamente
com meus traços. Não a alegoria de tintas distorcidas
que me quer suspeita, estridente, e minhas esquinas aparadas.
É nefasta, a covardia.
Farta dos enfoques banais, mas de olhos bem abertos
espreito a noite surda, espanto o cheiro traiçoeiro no ar.

(Lírios nascem pelos cantos quando sonho assim desperta
e me remetem ao vinho que tantas vezes adivinhei em lábios
atemporais,
no ouro de um poente à beira do Mediterrâneo,
nos poemas de Yeats, no perfume insondável de musgo e liquens
que povoam certas tardes, nas cortinas alvas e fartas
a filtrar com ousadia a alegria selvagem das manhãs.)

Vou pela treva intermitente de olhos abertos.
O que é a treva diante do frescor de minha inata joie de vivre?
Sei já perto o Meu lugar, onde respira pura a música de Antonio,
verão perene em minha vida.
Estou cansada mas viva como uma pérola no centro cinza da ostra.
Minha cara no espelho: ainda a mesma fome. Minha cara no mundo:
íntima de avessos, trato de atravessar o direito com tolerância
e graça.
Estou cansada mas absolutamente aqui.

Ledusha S.
enviada por Ledusha



02/08/2009 02:12
Não incentive o comércio de animais: adote. Concientize-se da triste e complexa realidade dos milhares de cães e gatos vítimas de abadono, maus-tratos, crueldade e ignorância das pessoas, expostos na rua a todo tipo de perigo e sofrimento, inclusive o de procriarem. Há muitos nos CCZs (carrocinha)esperando uma chance; se não mais sacrificam os saudáveis, como antes (?), estes acabam adoecendo e morrendo devido aos tratamento, instalações e alimentação precários. E à tristeza. A gde maioria, adoráveis vira-latas. (Ou vc acha o conceito de "raça pura" uma gracinha? Hitler também achava.) Informe-se sobre as campanhas de castração: é importantíssimo, colabore, é uma questão que cabe a todos. Lutemos por menos crueldade e descaso, mais compaixão, conciência e civilidade em relação à causa animal. Respeite toda forma de vida. "Tudo o que vive quer viver", citando o protetor deles, S. Francisco de Assis.
enviada por Ledusha



20/07/2009 21:28
Infinito e cru

Há horas definitivas
em que o amor te põe nocaute
(não existe tal veludo, pluma alguma
que amacie o seu impacto)
O amor te expõe a tudo.

Cobre teu colo de ouro
e logo te esfola vivo
Num mero arroubo birrento
pode te arrancar o couro,
baby.

Sua brasa intermitente
no bom e no tal sentido
cintila entre disparates:
êxtases, drinks, dúvidas,
polaróides do infinito;
Monólogos desgovernados,
nuvens alvas, outras grises,
ternuras e cacos de vidro.

O amor te encaixa no cosmo,
no colo fofo das nuvens
te escolhe, estica, desencaixa,
te deixa à beira, à deriva
te lega o bem precioso:
aprender a ser preciso.

Vulnerável, porém radioso.

Ledusha S.
enviada por Ledusha



13/07/2009 21:44
Não são raros os momentos em que tenho a sensação fulminante de que o mundo não é muito mais do que uma cautelosa surubinha burguesa.
E sabe o que mais? Como cansa a tal \"complexidade\" (é ruim, hein?) do ser humano!

Vou rever o 1900 do Bertolucci, ganho mais. Beleza contundente. Atores maravilhosos, inclusive 2 dos meus prediletíssimos: de Niro e Burt Lancaster. E o q dizer da luz?
enviada por Ledusha



30/06/2009 17:28

fly, butterfly

Por ocasião da morte de Pina Baush

"Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém..."

fragmento do poema \"Quase\" de
Mario de Sá Carneiro
enviada por Ledusha



27/06/2009 21:58
Acabei de ver Milk. Nada excepcional, a não ser, as always, Sean Penn. É um dos melhores de todos os tempos. Em Sweet and Lowdown e em Sobre Meninos e Lobos, que revi há pouco, está divino, tb, tudo o que faz leva o carimbo do talento e da capacidade. Ousadia que arrebata sem alarde. Além de ser very sexy, au naturel. Quero dizer, no papel d'ele mesmo. God, que bofe bom.


enviada por Ledusha






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)